Religião Wicca: Sagrado Feminino

outubro 13, 2018 | Categoria: Conhecimento

Edit: gente, tô com medo de deixar esse post aqui, porque muita gente tem preconceito com a Wicca, dizendo que é maléfica/satanista/come criancinhas, etc. Spoiler: a gente não faz nada disso, nem magia negra.

Então vamos ler antes de falar o que a gente não sabe, tá bem? Então tá bem.

Wicca é uma religião baseada na cultura celta, na religião dos druidas: o Druidismo. Eu amo muito as histórias sobre esse antigo povo: Brumas de Avalon, Rei Arthur, Távola Redonda, etc. Daí lá em 2014 pesquisei sobre a religião deles, e dei de cara com a Wicca.

Pra tu sentir a vibe, a cultura celta era matriarcal: com forte reverência à mulher, pois a divindade suprema era a Mãe Natureza. A importância feminina se refletia nos costumes: a rainha celta comandava exércitos e tinha vários amantes.

👉 Tá, mas o que é a Wicca?

Wicca é uma religião pagã, baseada no Druidismo. Para os celtas a  Deusa tinha 3 fases: Donzela, Mãe e Anciã. 🌛🌑🌜E as três fases são representadas pelas luas crescente, cheia e minguante. Ah, eles acreditavam no Deus Cornífero: filho e amante da Deusa, força masculina.

Para os druidas, a Deusa era a energia lunar, e o Deus, solar. 🌚🌞

Wicca ou Wicce tem origem anglo-saxã, que significa “curar ou moldar”. Eu jajá explico isso.

Em sua essência, a Wicca é centrada na reverência à Deusa, e tem a natureza e a mulher como sagrada. 🌿✨

🧙‍♂️🧙‍♀️ A Bruxaria

Esses dias eu li que  a bruxaria talvez seja a mais antiga religião existente no Ocidente.  Suas origens são anteriores ao cristianismo, judaísmo e ao Islã; até mesmo ao budismo e ao hinduísmo. Ela não se baseia em dogmas ou livro sagrado. Ela retira seus ensinamentos da natureza e inspira-se nos ciclos das estações.

👉 Sagrado Feminino

“Existe coisa mais feminina que a natureza?”

O que eu mais gosto na wicca é que a gente acredita na Deusa, a mãe que deu à luz ao mundo, mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é poder de fertilidade e geração. No meu coração, faz sentido que seja uma mulher quem deu vida ao universo.

A Deusa é exemplo de força e autoridade feminina. E ela tem várias faces: Ísis, Diana, Ártemis, Afrodite, Virgem Maria, Iemanjá. Mas é a mesma Deusa. Uma só.

👉 Magia

A Wicca é uma religião que envolve magia. E quando falo “magia”, significa a capacidade de exercer influência sobre o nosso meio. 🔮 Ela é voltada para o nosso florescer, e nunca pra prejudicar outrxs ou tirar livre arbítrio de alguém.

Para os Bruxos nada é imutável e nossa vontade é a única coisa necessária para transformar nosso destino.

Confesso que faço magia em poucas ocasiões: pra pedir paz, amor, alegria, coragem. E não é uma coisa sobrenatural, pelo contrário: magia é natural. Eu uso pedras, ervas, incensos, galhos de árvores, elementos da natureza no geral.

Magia é a prática de usar energias naturais pra efetuar mudanças necessárias.

⚠ Mas ó, atenta aqui: se você quer praticar apenas magia, provavelmente a Wicca não é o melhor caminho pra você, porque envolve principalmente orações e rituais para a Deusa e o Deus.

⚠ Outro ponto: a magia não é um meio de forçar a natureza ou tirar livre arbítrio de alguém. A gente trabalha junto com os elementos naturais: fogo, terra, ar e água.

Me conta o que cê achou disso tudo. Quero saber tua opinião :) ✨💓

Postado por: Larissa P | Tags: ,

Por que ler literatura clássica?

agosto 29, 2018 | Categoria: Conhecimento

Papai tem uma biblioteca aqui em casa com cerca de 3 mil livros. Lembro que ele não me deu pra ler A Divina Comédia, Madame Bovary ou Os Miseráveis de primeira.

Lembro bem. Teve todo um preparo antes: livro ilustrado dos Irmãos Grimm, livro de pequenos contos, crônicas. Depois, ele me deu livros clássicos adaptados. Se você fez uma careta,é porque sabe que isso mutila os livros, mas foi importante pra mim naquele momento. Eu aprendi a gostar dos clássicos ali, e a querer ler os originais. Papai não me poupou. Ele disse: você pode começar com Victor Hugo, filha. Cê sabia que ele escreveu O Corcunda de Notre Dame, e é autor daquele livro Os Miseráveis que você leu curtinho? Esse último são 11 volumes; nada curto, hein?

Leandro Karnal, Historiador e professor da UNICAMP, diz na entrevista à Livraria Cultura  que qualquer grande obra exige um preparo. Um esforço. Que às vezes é inteiramente prazeroso, às vezes tem a parte da dor. A dor de entender.

Existe um desafio de ler clássicos, porque não é fácil. Clássicos são difíceis, e quero te contar o porquê desse ponto ser positivo.

O que é um clássico a partir da literatura?

Charles Sainte-Beuve foi crítico literário e uma grande figura histórica da literatura francesa, e tem uma análise sobre o termo: “Um clássico, de acordo com o senso comum, é um autor antigo, já consagrado pela admiração, é uma autoridade em seu estilo particular. Aqueles que se tornaram modelos em qualquer idioma“. Pra mim, o que faz um livro ser clássico é a capacidade da história ser atemporal e universal: atravessar décadas, séculos, e os temas continuarem tão atuais. Os Miseráveis foi publicado em 1862, e um dia desses passou no cinema.

Uma definição que gosto bastante é a do escritor italiano Ítalo Calvino:

Agora que já sabemos o que são os clássicos, isso nos leva a outra questão:

Por que é importante ler os clássicos?

Algumas pessoas consideram chato, e eu até entendo: nosso cotidiano é marcado por mensagens rápidas, informações instantâneas. A gente vive com pressa, ansiedade pela informação e pelo acontecimento chegar. E isso se reflete na forma como lemos: queremos texto dinâmico, bem escrito, sem muito fluxo ou muito obstáculo, sem muita oração subordinada ou adverbial, só orações retas e coordenadas.

Clássicos são densos. Tem uma pesquisa feita pela Universidade Liverpool que responde bem essa pergunta: ler as obras de literatura clássica estimula a atividade do cérebro de uma forma mais intensa do que a leitura de textos coloquiais.

Essa pesquisa foi coordenada em 2013 pelo professor Philip Daves, que selecionou 30 voluntários e entregou a eles o texto clássico original. Depois, foi entregue a mesma história, mas reescritas em uma linguagem coloquial. Nos dois momentos, os autores monitoraram a atividade cerebral por meio de exames de ressonância magnética.

O resultado é que quando você lê um texto clássico com palavras mais difíceis e que você não usa no seu cotidiano, o lado direito do seu cérebro fica mais ativo que o normal. Quando você lê o texto coloquial, ele permanece em stand by; funcionando da mesma forma.

A parte maravitop é que esses estímulos se mantêm durante um tempo, e têm efeitos positivos a longo prazo para a mente.

Gente, isso é muito positivo. Porque o lado direito do cérebro é responsável por analisar uma situação e fornecer soluções pra ela. Toda nossa compreensão e entendimento do mundo está armazenado ali, também. Por isso, os clássicos servem como atividade de autoajuda emocional, mais útil do que os próprios livros com essa finalidade, segundo os autores.

E quem não gosta de descobrir outros caminhos, né? Me contem o que vocês acharam, se já leram um clássico e como foi a experiência. 💖

BIBLIOGRAFIA

Postado por: Larissa P