O que é Unfollow Terapêutico?

agosto 12, 2018 | Categoria: Vibes

Oi, meus amô. Quero falar com vocês sobre uma hashtag nova que surgiu no Instagram: o Unfollow Terapêutico. Acho importante a gente conversar sobre isso, e quero muito a opinião de vocês. :)

Por que surgiu essa hashtag?

Uma pesquisa feita pela Sociedade de Saúde Mental do Reino Unido avaliou o impacto que o Instagram tem na saúde mental de nós, xófens, de 14 a 24 anos. Já foi considerada a pior rede social, também. Isso porque mostra estilos de vidas que não condizem com a realidade de pelo menos 90% da população. A mesma pesquisa aponta um aumento de casos de depressão e ansiedade ligados a essa rede.

O que é Unfollow Terapêutico?

Unfollow Terapêutico é um movimento que tem a proposta de incentivar que você deixe de seguir perfis que não façam bem pra sua saúde mental. Seja aquela blogueira que viaja todo dia, seja um perfil de culto ao corpo e à dieta, etc. Muitas pessoas vão dizer: “Ah, Lari. Mas a gente não devia sentir inveja ou se comparar com outras pessoas. Cada umx é cada umx.” É muito bonito isso na teoria, né? Mas a gente é humano. Seja lá o que você sente, tá tudo bem. 💝 Não é errado sentir inveja, tristeza ou raiva vendo fotos de amigxs na Tailândia, gente com o corpo que você queria, ou pessoas muito bonitas que fazem você se sentir mal. Tá tudo bem, mesmo.

PS: trouxe falas muito sensíveis da psicóloga Cecília Dassi sobre Unfollow Terapêutico:

“Tem muitas blogueiras que REALMENTE falam para “dar valor aos momentos simples” em situações TOTALMENTE de luxo, falam que o maior perrengue que já passaram na vida foi morar em Barcelona sem ter motorista, falam que “maternidade é muito mais fácil do que as pessoas dizem” tendo empregada, babá e família ajudando; falam que dá SIM pra viajar todo ano, que “todo mundo” pode juntar dinheiro ao longo de um ano pra viajar, etc.

Existem pessoas que estão, realmente, muito desconectadas da realidade da grande maioria do mundo, e seguir um monte de gente desse tipo no Instagram vai aos poucos te fazendo achar que “todo mundo tem uma vida ótima” e que só você tem uma vida bosta. 💩

Então, parar de estar no meio desses estímulos, se afastar desses conteúdos que trazem à tona toda essa confusão de sentimentos e te fazem tirar tantas conclusões (idealizadas) sobre o mundo e (muito negativas) sobre você mesmo é um passo geralmente importante.

O que quer que seja que você esteja sentindo, é legítimo. Cê tem que acolher e respeitar. 🙂

O Unfollow Terapêutico faz a gente se respeitar mais, legitimar o que sentimos, e de quebra evita a perda de parâmetros do cotidiano:

Algumas pessoas negam os sentimentos e entram numa batalha: “Eu não devia sentir isso. Inveja é muito feio. Eu devia pensar de outra forma 😡”.

Não, você não tinha que pensar de outra forma. É melhor que você sinta, olhe pra essas coisas com carinho e lide com os recursos que tem hoje. :)

Pra finalizar, ficam alguns questionamentos: quais conteúdos a gente consome nas redes sociais? Nos inspira ou prejudica?

Unfollow Terapêutico é sobre filtrar, se cuidar, se amar, também. É a gente respeitar os limites que temos. 💓

Postado por: Larissa P

Inspiração: Nariz Grande

julho 23, 2018 | Categoria: Inspiração

Eu odeio meu nariz. Nunca falei disso fora da terapia, mas tenho complexo de nariz grande desde a quarta série, quando os meninos me chamavam de nariz de batatinha.

Até tempo atrás, tirar selfie era muito difícil pra mim, porque eu achava meu nariz enorme nas fotos. Gravar stories então, era bem pior. :( Eu não conseguia me achar bonita em vídeos, e depois de tentar várias vezes sair bem, eu desistia, chorava um pouco por me achar feia e ia dormir.

Bateu tristeza: sem dinheiro pra rinoplastia, eu aprendia a me odiar mais. Parece loucura, mas eu deixava de sair de casa por me achar uma aberração.

Mas foi há algumas semanas atrás que me deparei com o Insta da Kiran Rai: atriz e modelo indiana, irmã da escritora Rupi Kaur. Ela assume o nariz grande nas fotos, e posa pra marcas como Gucci e Moschino. De repente, ver alguém confiante, ostentando um traço que se tornou pejorativo na indústria da beleza me deixou chokita:


Comecei a pesquisar mais sobre a ditadura do nariz pequeno, e vi a campanha da jornalista britânica Radhika Sanghani, que faz a gente questionar o preconceito contra o nariz grande. Ela diz:

A campanha foi uma hashtag no twitter, incentivando mulheres e homens com nariz fora do padrão a compartilharem suas fotos de perfil. Nesse sentido, acredito que dizer que alguém tem nariz grande não é xingamento: nós o enxergamos assim. Ter narigão é só outra forma de beleza, a qual não estamos acostumadxs a ver por aí.

Fotos pessoais assumindo a nareba

Vou finalizar com fotos minhas, bem plena, aceitando meu nariz grande:

Pois é, manas. Agora tô lá no insta, gravando stories até sem maquiagem, me sentindo maravitop.

Mas foi tenso, bicho. Vale dizer que foram 6 meses de terapia pra botar a autoestima em dia.

Depois de quase 10 anos de auto-ódio, eu mereço esse sossego em relação à minha aparência, né nom? 💞

Se amar é mesmo, como dizem, revolucionário.

 

Postado por: Larissa P | Tags: ,

Bossa Nouveau: brotou, brotou

julho 12, 2018 | Categoria: Cotidiano

Bossa voltou! Nossa, tô sentindo uma realização tão grande. Isso porque fiquei um tempão matutando se lançava o blog ou não: tive medo de botar a cara no sol. Ainda tenho esse medo da exposição. Ao mesmo tempo, a vontade de escrever continua. Daí cá estou. ****

Mas eu confesso que ando com dificuldade de me expressar. “Seja você mesma“, alguns dizem. Sim, mas qual dos meus eus vou ser hoje?
Não sei vocês, mas parece que tenho tantas camadas de mim mesma que tá difícil sair a mais autêntica. Diante de uma cultura de aparência, algorítimos, likes, e todos os papéis sociais artificiais, acho que criei mais layers em mim do que crio no Photoshop. Parece papo de doido, mas eu sinto que é aqui, na escrita, que eu fico nua.

Falando do Bossa

O Bossa brotou de uma junção do jeitinho calmo e simples da Bossa Nova, com essa interrogação ambulante, tão rebuscada quanto o Art Nouveau. O Bossa Nouveau, pra mim, é essa dualidade contraditória e complementar. Solar e lunar. Yin Yang. Bossa também brotou da vontade de criar um espaço acolhedor, pra gente conversar sobre ansiedade, depressão, tretas da vida. Porque isso é o que eu tenho pra hoje.

Pra você que é leitorx antigx (aaa 💖 ) notou que algumas coisas ficaram? Até o layout eu tive a intenção de deixar do jeito antigo, com o mesmo menu coloridinho —  meu xodó. Não sei vocês, mas essa estrutura me traz conforto, e faz o bossa continuar com cara de casinha quentinha, que a gente de vez em sempre pode se aconchegar.

Lembra que antigamente o tema era positividade? Talvez continue assim. Acredito que será uma positividade lúcida, pé no chão. Sem reprimir sentimentos reais: tristeza, raiva, inveja. Acho que sentir isso é muito normal, e é real. Que a gente se permita sentir tudo isso, sim. Minha fé é que, a partir disso, a gente comece a se conhecer, se acolher com carinho, se gostar, se namorar. Quero falar muito sobre isso aqui.

É isso, gente. Me conta o que cê achou do layout e do post? Quero saber tua opinião. :)

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  • Postado por: Larissa P | Tags: